Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1435 - 10 Outubro 2014

Tiririca é condenado a 14 anos

Edição n° 1218 - 13 Agosto 2010

Já era o fim da tarde do dia 11 de agosto, quando a juíza Letícia Rezende Castelo Branco proferiu a sentença de condenação de Marciel Noé da Silva, mais conhecido por Tiririca, a 14 anos de reclusão em regime, inicialmente fechado. O Conselho de Sentença reconheceu por maioria de votos que o acusado praticou  homicídio duplamente qualificado contra Robson de Paula Oliveira, Robinho, na noite de 1º de maio de 2006, conforme acusação do promotor José do Egito de Castro Souza. 

Outros dois júris foram realizados essa semana. Os acusados, Sebastião Garcia Borges, por tentativa de homicídio com arma de fogo contra Rogério Aparecido de Lima, em 2003; e o policial Rodrigo Luiz da Silva, pela acusação  de  homicídio contra Cássio Alexandre Palermo Rocha, em 2004, no posto fiscal Eduardo Devós, foram absolvidos. 

João Paulo, pai de Robinho, ouvido pelo ET depois do julgamento, disse que a justiça foi feita. “A gente não pôde fazer nada, pra isso existem a leis. A gente deixou nas mãos da justiça e de Deus”, disse conformado. Na época da morte de Robinho, o ET conversou com João Paulo, que não ouviu os tiros dados contra seu filho. “O Robinho morava na casa do fundo. Eles entraram pelo corredor, pegaram o Robinho, trouxeram ele para a rua só de cueca e deram os tiros aqui em frente de casa. Eu não ouvi nada, a TV estava ligada. Foi até por Deus, porque se eu tivesse visto, poderia ser morto também, porque ia querer defendê-lo, pai nenhum quer ver o filho morto assim. Filho é sempre filho”, disse na época. 

Marciel Noé da Silva, mais conhecido como Tiririca, foi condenado pelo tribunal do júri, a 14 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, conforme sentença pronunciada pela juíza Letícia Rezende Castelo Branco, na tarde dessa quarta-feira, 11. Outros dois júris, presididos pela juíza Letícia, foram realizados esta semana, em ambos absolvendo os acusados, Sebastião Garcia Borges e Rodrigo Luiz da Silva. 

Tiririca matou Robson de Paula Oliveira, Robinho, em frente à sua casa, na rua José Sebastião de Almeida, no bairro João XXIII, com vários tiros, no dia 1º de maio de 2006. O Conselho de Sentença reconheceu por maioria de votos que o réu praticou  homicídio duplamente qualificado contra Robinho.

Aturam na acusação o promotor José do Egito de Castro Souza e, na defesa, o advogado Antônio Ricardo a Cunha, de Uberaba. 

Sebastião Garcia Borges foi  a júri por tentativa de homicídio com arma de fogo contra  Rogério Aparecido de Lima. O crime foi praticado no dia 28/03/2003, num estabelecimento comercial, mas foi absolvido. O promotor José do Egito de Castro Souza não sustentou as teses da denúncia e, não convencido da tentativa de homicídio, requereu a desclassificação  do delito de homicídio tentado por lesões corporais. O Conselho de Sentença acolheu as teses da acusação e defesa, do advogado Luiz Fernando de Oliveira, negando o quesito referente à tentativa de homicídio. Mas após reconhecer a  materialidade e autoria, reconheceu a desclassificação  do delito de tentativa de homicídio para outro da competência do juiz singular. A juíza Letícia Rezende, então, proferiu sentença declarando extinta a punibilidade do acusado, pela ocorrência  da prescrição do crime de lesão corporal. 

O policial militar do Estado de São Paulo,  Rodrigo Luiz da Silva, foi levado a júri, pela acusação  de  homicídio contra Cássio Alexandre Palermo Rocha, na madrugada do dia  5/11/2004, por volta das 2h30 no Posto Fiscal Eduardo Devós, na fronteira dos estados MG/SP. Na ocasião, Cássio Alexandre, fugia da  PM de Franca, furando bloqueios em direção a Sacramento. A PM de Rifaina fez o cerco bloqueio na ponte do rio Grande, do lado e Minas. Cássio  furou o bloqueio e o policial  Rodrigo Luiz  da Silva, atirou com um revólver cal.38, atingindo-o na nuca, dentro do carro.  O promotor Wagner Cotrin Volpe Silva não sustentou as teses  da denúncia e requereu a absolvição do acusado. A juíza Letícia Rezende Castelo Branco proferiu a sentença atendendo decisão soberana do Conselho de Sentença e absolveu o acusado da imputação que lhe foi feita. Atuou na defesa de Rodrigo Luiz, o advogado Valci Gonzaga, da cidade de Franca.