Jornal O Estado do Triângulo - Sacramento
Edição nº 1443 - 05 Dezembro 2014

Prefeitura amplia fábrica da Koc Pitt

Edição n° 1225 - 01 Outubro 2010

O prefeito Wesley De Santi de Melo inaugurou, na sexta-feira, 24, o anexo construído junto à fábrica de calçados Koc Pitt para atender a fabricação exclusiva de tênis da marca Adidas. O novo galpão construído pela Prefeitura faz parte de uma parceria  da prefeitura com a Koc Pitt e a marca Adidas  com o  objetivo  propiciar mais algumas dezenas de emprego para a cidade de Sacramento e região.

A fábrica gera para o município e região 250 empregos diretos e 80 indiretos. “Quem quer trabalhar em Sacramento, trabalha, pois há vagas para as pessoas”, disse o prefeito Wesley De Santi de Melo, em discurso na solenidade, agradecendo aos vereadores pela aprovação da lei, de autoria do vereador Alex Vinício Bovi, que denominou o anexo de 'Inhô Carroceiro'.  

A denominação 'Inhô Carroceiro' homenageia José Miguel Gonçalves, um dos ilustres representantes do bairro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Natural de Vargem Bonita, Inhô  adotou Sacramento como sua cidade. No final da década de 1940 chegou à cidade com a mulher Rosalina Josefa Gonçalves e os seis filhos mais velhos: Maria de Lourdes (Edmo), Mozair José (Analice), Maria Romilda (Armando), Irani, Maria Leir (José Eustáquio), Raimundo Eurípedes (Nilda). Silvana Aparecida (Brás) e Antônio, mais conhecido como Baguazinho (Luciana), nasceram em Sacramento.  Os filhos lhe deram 15 netos e quatro bisnetos.

Na inauguração, Inhô foi lembrado pelo exemplo de simplicidade, trabalho e honestidade e lembrado como o homem que com uma carroça e a profissão de carroceiro,  além de criar todos os filhos, mostrou à população em geral um exemplo de vida. Quem não se lembra de Inhô na sua carroça com as éguas Bainha, Morena, Boneca  e tantas outras? 

Inhô, que  faleceu no ano de 2006, aos 80, durante 37 anos marcou ponto na rua Major Lima, em frente à empresa Zandonaide Materiais para Construção. “Papai trabalhava ali, trabalhou naquele ponto 37 anos. Ele era muito bravo, gostava de umas bebidas. Depois do trabalho, vinha passando pelos botecos. Muitas vezes chegava dormindo na carroça, trazido pelos animais que, acostumados com o trajeto, à tardinha, paravam na porta de casa. A gente quase morria de rir. Ele era bravo, mas era um bom homem”, recorda a filha Silvana, feliz com a homenagem ao pai. “Digo de coração que foi muito bonito, nunca imaginávamos que papai fosse ter uma homenagem dessas, ele era muito simples. Mas foi merecido, porque papai foi um grande trabalhador. Temos muito que agradecer por essa homenagem, agradeço em nome de toda família”, disse.